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EXERCÍCIO

Como definir metas de exercício que você vai realmente manter

A maioria das metas de exercício morre, caladinha, em fevereiro, não porque faltou força de vontade, mas porque a meta em si foi mal construída. Aqui está como definir metas que sobrevivem a uma vida real.

Um molho de chaves

Photo by VD Photography on Unsplash

Dicas rápidas

  • Faça a meta pequena o bastante para manter num dia ruim.
  • Mire na ação que você controla, não no resultado.
  • Escolha um motivo que realmente importe para você.

Pense na última meta de exercício que você fez e não manteve. Provavelmente não havia nada de errado com você. Havia algo de errado com a meta.

A maioria delas é feita para fracassar desde o início. São grandes demais, vagas demais, presas demais a um número na balança, e dependentes demais da motivação, que é uma visita famosa por ser pouco confiável. Você começa forte. Aí vem uma semana difícil, você perde alguns dias, e a coisa toda parece arruinada, então você desiste em silêncio. Isso não é um defeito de caráter. É um defeito de projeto.

A boa notícia é que dá para construir metas melhores. E a pesquisa sobre o que faz uma meta de exercício colar é surpreendentemente clara, até um pouco libertadora.

Faça-a pequena o bastante para ser sem graça

O erro mais comum é mirar alto demais. "Vou treinar todo dia" ou "vou perder cinco quilos este mês" soa ambicioso. Na real, é uma armadilha para o desânimo. O conselho da Mayo Clinic é o oposto de impressionante: escolha uma coisa pequena que seja realista dada a sua vida de verdade, o seu trabalho e a sua família, e comece por aí. Não seis metas. Uma.

Uma meta pequena o bastante para parecer quase fácil demais é uma meta que você ainda vai estar cumprindo daqui a três meses. "Caminhar dez minutos depois do almoço." "Dois treinos de força por semana." "Alongar cinco minutos antes de dormir." Essas não parecem grande coisa. É exatamente por isso que funcionam. Você consegue cumpri-las num dia ruim, e os dias ruins são quando a maioria das metas é abandonada.

O formato SMART, de forma rápida

Você provavelmente já ouviu falar das metas SMART. O modelo é genuinamente útil quando você tira o verniz corporativo. A Mayo Clinic e a Cleveland Clinic usam ele, e a sigla, em inglês, significa específica, mensurável, alcançável, relevante e com prazo.

Em termos simples, isso quer dizer:

  • Específica. "Quero caminhar 6.000 passos por dia" vence "quero me mexer mais". Metas vagas não te dão nada para de fato fazer.
  • Mensurável. Você precisa conseguir dizer se fez ou não. Passos, minutos, sessões, qualquer coisa que dê para contar.
  • Alcançável. Comece de onde você está, não de onde gostaria de estar. A Cleveland Clinic sugere que um iniciante mire 6.000 passos antes de correr atrás dos 10.000.
  • Relevante. Ela precisa se conectar a um motivo que você de fato valoriza, não a um que você acha que deveria valorizar.
  • Com prazo. Dê a ela uma janela aproximada, e quebre a versão grande em marcos menores.

Não complique demais isso. O modelo é uma ferramenta, não uma prova. A ideia é só transformar um desejo em algo concreto o bastante para você fazer amanhã.

Mire no fazer, não no resultado

Aqui está a virada que muda tudo. Existe uma diferença entre uma meta de resultado e uma meta de processo. Uma meta de resultado é o que você quer alcançar: perder sete quilos, correr 5 km, voltar a caber na calça antiga. Uma meta de processo é a ação em si: caminhar três vezes esta semana, fazer a rotina de força na terça e na sexta.

O problema das metas de resultado é que você não as controla por completo. O seu peso, a sua velocidade, o ritmo de mudança do seu corpo, nada disso responde diretamente ao esforço. Você pode fazer tudo certo e o número mal se mexer, e aí a meta parece um fracasso quando não foi. As metas de processo você controla por completo. Ou você fez a caminhada ou não fez. E toda vez que faz, você junta uma pequena vitória inegável.

Essas pequenas vitórias importam mais do que parecem. Cada uma constrói a sua sensação de que você é alguém que faz isso, que é o motor silencioso da consistência de longo prazo. Coloque o resultado como uma bússola distante, se quiser. Mas mire a sua atenção diária no processo.

Escolha um motivo que seja de fato seu

Há mais uma peça, e talvez seja a mais importante. Um estudo que acompanhou pessoas ao longo das suas resoluções de exercício descobriu que o *porquê* por trás da meta previa se ela duraria. Quem era movido por razões internas, fazia porque o movimento em si dava prazer, porque clareava a cabeça, porque gostava de quem era nos dias em que se mexia, continuou e se sentiu melhor por isso. Quem era movido por pressão externa, aparência ou culpa, não. Esses motivos desbotaram, e levaram o hábito junto.

Então, quando você define a meta, fique um momento com o motivo. "Para ficar de um certo jeito num evento" raramente sobrevive. "Porque eu durmo melhor e me sinto mais firme quando me mexo" costuma sobreviver. O mesmo treino, dois combustíveis diferentes. Um acaba.

Esta é a parte que liga o exercício a uma vida calma e estável. Movimento que você faz porque ele genuinamente te acalma é movimento que você ainda vai estar fazendo daqui a anos. Construa a meta em torno desse sentimento, não em torno de um prazo ou de um número.

Quando escorregar, e você vai

Você vai perder dias. Todo mundo perde. Uma meta que quebra no instante em que você pula uma sessão já nasceu frágil demais. Embuta a expectativa de escorregar, e decida de antemão que um dia perdido é só um dia perdido, não um veredito.

Se você anda tentando começar a se mexer e genuinamente não consegue, não por uma agenda cheia, mas por um peso ou uma exaustão que não passa, isso vale conversar com um médico. Às vezes o que parece um problema de motivação é uma questão de saúde ou de humor por baixo, e isso merece cuidado de verdade, não mais pressão sobre si mesmo. E se você tem uma condição cardíaca, uma lesão ou outra preocupação de saúde, converse com um médico antes de aumentar a intensidade. Uma pequena promessa cumprida a si mesmo, feita por um motivo em que você acredita, vai te levar mais longe do que a meta mais ambiciosa que você já abandonou.

Fontes

Antes de ir, uma palavra sobre cuidado

A KEEP CALM oferece ferramentas educativas e gratuitas de autoajuda. Isto não é orientação médica, diagnóstico ou terapia, e não substitui o atendimento profissional. Se algo aqui ressoar como mais do que o estresse do dia a dia, procurar um profissional é um passo forte e sensato.

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