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Movimento

Movimento para quem trabalha sentado: pequenos jeitos de destravar o seu dia

Se o seu trabalho te mantém na cadeira por horas, seu corpo sente isso lá pela tarde. A solução não é uma hora na academia que você não tem tempo de fazer. É um punhado de pequenos movimentos, espalhados pelo dia, que te impedem de ficar travado e estagnado.

Pessoa caminhando

Photo by Olia Gozha on Unsplash

Dicas rápidas

  • Levante ou mova-se pelo menos uma vez a cada 30 minutos.
  • Faça ligações e caminhadas em vez de ficar sentado nelas.
  • Se você usa mesa em pé, continue se mexendo e mudando de posição.

Lá pelas três da tarde, você conhece a sensação. Seus ombros subiram em direção às orelhas. Sua lombar está com aquela dor surda. Sua cabeça parece enevoada, e você não tem certeza se está cansado ou só travado. Você está na mesa há horas sem realmente notar o tempo passar.

Esse é o custo silencioso do trabalho sentado, e vale levá-lo a sério. Ficar sentado por longos períodos não é só desconfortável. Pesquisas ligam muitas horas sentado por dia a um risco maior de doença cardíaca, diabetes tipo 2 e morte mais cedo, e parte desse risco se mantém até para quem se exercita. A Mayo Clinic observa que ficar sentado mais de seis a oito horas por dia está associado a um risco significativamente maior de problemas cardiovasculares. Seu treino da manhã é genuinamente bom para você. Ele só não cancela por completo oito horas seguidas numa cadeira.

Isso soa sombrio, mas há um lado esperançoso. O problema não é realmente sentar. É sentar *parado*, por muito tempo, sem pausa. E pausas são fáceis.

Você não precisa de academia. Precisa interromper a imobilidade.

A coisa mais útil que você pode fazer num trabalho de escritório não é acrescentar um treinão. É parar os longos períodos ininterruptos de ficar sentado. Quando você interrompe o sentar com pequenos pedaços de movimento, seu corpo lida melhor com a glicose e sua circulação volta a funcionar. Um epidemiologista de Harvard resume o espírito da coisa de forma simples: algum é melhor do que nenhum, e mais é melhor do que algum. Qualquer movimento conta.

A sugestão comum é se mover pelo menos uma vez a cada 30 minutos, mais ou menos. Para ser honesto, esse número é mais regra de bolso do que ciência exata, e você não precisa ser preciso com ele. A meta de verdade é só não deixar uma hora escorrer enquanto você fica congelado na mesma posição. Programe um lembrete gentil se ajudar. Amarre a algo que já acontece, como levantar toda vez que termina um café ou encerra uma ligação.

Veja como uma "pausa" pode de fato ser. Nenhuma dessas leva mais de um ou dois minutos.

  • Levante e caminhe para encher a água. Depois beba, para precisar levantar de novo.
  • Atenda ligações ou reuniões de áudio em pé, ou andando uma volta lenta.
  • Faça alguns rolamentos lentos de ombro e estique os braços acima da cabeça, deixando a coluna se alongar.
  • Fique em pé e faça cinco a dez agachamentos fáceis ou elevações de panturrilha ao lado da mesa.
  • Caminhe até falar com um colega em vez de mandar uma mensagem, ou só dê uma volta pela sala.

Construa movimento também nas bordas do dia

As pausas dão conta do sentar prolongado. As bordas do seu dia são uma chance grátis de acrescentar mais, quase sem tentar.

Suba de escada quando houver escada. Estacione um pouco mais longe, ou desça um ponto antes. Caminhe parte do seu horário de almoço, mesmo dez minutos no quarteirão, que serve também como um reset mental de verdade. O truque é tornar a escolha ativa a automática, para você não depender da força de vontade toda santa vez.

Uma palavra rápida sobre mesas em pé, já que as pessoas perguntam. Elas podem ajudar, mas não são uma cura por si só. Ficar parado em pé o dia todo traz suas próprias dores, especialmente na lombar. Uma mesa em pé funciona melhor quando você alterna, senta um tempo, fica em pé um tempo, e continua se movendo de qualquer jeito. A mágica nunca esteve no ficar em pé. Esteve no mudar.

Alguns minutos que te pagam de volta

Se qualquer parte disso parece mais uma coisa num prato já cheio, reduza tudo ao mínimo. Escolha uma única deixa. Talvez seja só levantar e se alongar toda vez que você começa uma reunião nova. Faça só isso por uma semana. Quando pegar, deixa de parecer esforço e começa a parecer parte de como você trabalha.

O retorno não é só físico, embora suas costas e seu quadril vão te agradecer. Quebrar o dia com movimento tende a levantar seu foco e seu humor, e te tira daquela névoa do meio da tarde de forma mais confiável do que mais uma xícara de café. Alguns minutos longe da tela são bons para o trabalho, não uma distração dele.

Uma ressalva. Se você tem uma condição cardíaca, problemas nas articulações, tontura, ou qualquer questão de saúde que o movimento possa afetar, converse com seu médico sobre o que é certo para você antes de acrescentar nova atividade, especialmente algo além de alongamento leve. E se você está lidando com dor persistente na mesa, dormência ou formigamento, isso vale levantar com um profissional em vez de empurrar com a barriga.

Você não precisa reformar sua vida nem seu trabalho. Só precisa impedir o seu corpo de endurecer feito concreto numa cadeira. Levante. Alongue. Vá até a janela. Depois sente de novo e siga com o seu dia, um pouco mais solto do que antes.

Fontes

Antes de ir, uma palavra sobre cuidado

A KEEP CALM oferece ferramentas educativas e gratuitas de autoajuda. Isto não é orientação médica, diagnóstico ou terapia, e não substitui o atendimento profissional. Se algo aqui ressoar como mais do que o estresse do dia a dia, procurar um profissional é um passo forte e sensato.

If you are in crisis or thinking about harming yourself, you are not alone. In the US, call or text 988 (Suicide & Crisis Lifeline, 24/7), text HOME to 741741 (Crisis Text Line), or call 911 in an emergency.