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Fitness

HIIT, explicado sem o hype

HIIT, sem o exagero de sempre, significa alternar rajadas curtas de esforço mais intenso com trechos mais leves de recuperação. O treino intervalado de alta intensidade já foi vendido como milagre e como castigo, muitas vezes ao mesmo tempo. "Alta intensidade" é algo relativo a você, não à pessoa na tela. Veja o que a pesquisa realmente diz, e como experimentar sem se machucar.

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Par de tênis de corrida pretos

Foto de Kelly Sikkema no Unsplash

Se você já passou algum tempo vendo vídeos de exercício, já deve ter esbarrado no HIIT. Costuma aparecer como uma pessoa超em forma fazendo burpees numa sala escura, suor voando para todo lado, um cronômetro contando os segundos. Parece intenso e um pouco assustador. Muita gente decide, ali mesmo, que aquilo não é para ela.

Aqui vai a verdade mais tranquila. HIIT é só alternar rajadas curtas de esforço mais forte com pausas mais leves para recuperar, repetindo isso algumas vezes. É essa a ideia inteira. As rajadas podem ser um sprint, ou podem ser caminhar rápido numa subida suave. "Alta intensidade" é relativo a você, não à pessoa da tela.

Queremos tirar o drama disso, porque por trás do exagero existe uma ferramenta genuinamente útil, especialmente para quem sente que o tempo está curto.

O que é o HIIT, na prática?

Uma sessão de HIIT entrelaça duas coisas: um intervalo de esforço, em que você vai além do seu ritmo confortável, e um intervalo de recuperação, em que você desacelera e deixa a respiração voltar ao normal. Você alterna entre os dois durante todo o treino.

Os intervalos de esforço costumam durar de vinte segundos a alguns minutos. A recuperação geralmente tem duração parecida ou um pouco maior. Uma sessão completa costuma ficar entre dez e trinta minutos, incluindo o aquecimento. Raramente precisa passar disso.

O que conta como "alta intensidade" é o ponto que as pessoas costumam entender errado. A Cleveland Clinic explica de forma simples: durante a parte difícil, seu esforço deve ser alto o suficiente para que você só consiga dizer poucas palavras de cada vez, não manter uma conversa inteira. Como coloca a fisiologista do exercício Katie Lawton, você define o limite onde funciona para você. Para uma pessoa isso é um sprint no limite máximo. Para outra, é uma caminhada rápida que a deixa um pouco ofegante. As duas são HIIT de verdade.

Por que vale a pena?

O principal atrativo é honesto: dá para fazer bastante em pouco tempo.

Pesquisas sobre treino intervalado apontam benefícios reais para o coração, a pressão arterial e a forma como o corpo lida com o açúcar no sangue. A Cleveland Clinic observa que o HIIT pode melhorar a resistência à insulina, o que o torna uma opção útil para quem lida com diabetes tipo 2 ou pré-diabetes (com orientação médica). Ele também tende a melhorar o condicionamento aeróbico, a medida de quão bem o corpo usa o oxigênio, algo diretamente ligado à saúde a longo prazo.

A eficiência de tempo é o grande destaque. Uma sessão curta e focada pode trazer benefícios que, de outra forma, exigiriam um treino contínuo bem mais longo. Se o motivo pelo qual você deixa de se exercitar é simplesmente não ter uma hora sobrando, isso muda tudo.

Nada disso torna o HIIT mágico. Caminhada constante, pedalar, nadar e treino de força são todos excelentes, e a maior parte dos benefícios se sobrepõe. O HIIT é uma boa opção entre várias. Vale a pena conhecer. Não é o único caminho, e não é melhor do que o exercício que você realmente vai continuar fazendo.

Um jeito tranquilo de começar

Você não precisa de academia, equipamento especial, nem de saber fazer um burpee. Precisa de algo que dá para acelerar e desacelerar. Caminhar funciona. Bicicleta ergométrica, piscina ou escada também servem.

  1. Aqueça primeiro por cerca de cinco a dez minutos num ritmo tranquilo. Isso não é opcional, é assim que você se protege.
  2. Escolha um intervalo de esforço que você consiga sustentar. Tente trinta segundos num ritmo mais rápido e forte.
  3. Recupere por sessenta a noventa segundos num ritmo bem devagar. Deixe a respiração se acalmar.
  4. Repita essa dupla de quatro a seis vezes para começar.
  5. Encerre com alguns minutos de movimento leve para desacelerar.

Isso já é um treino de HIIT de verdade, e pode levar doze minutos. Duas ou três sessões por semana já bastam. Conforme for ficando mais fácil, você pode alongar os intervalos de esforço, encurtar a recuperação ou acrescentar mais uma rodada. Deixe a mudança acontecer devagar. O erro mais comum é forçar demais, cedo demais, e acabar tão dolorido ou desanimado que desiste de continuar.

Onde é preciso ter cuidado?

Como o HIIT eleva sua frequência cardíaca rapidamente, ele pede mais do corpo do que uma caminhada tranquila. É esse justamente o objetivo, e também o motivo para ter atenção.

Se você tem doença cardíaca, pressão alta, problemas nas articulações como artrite, qualquer condição crônica, ou está voltando a se exercitar depois de muito tempo parado, converse com seu médico antes de começar. Isso não é uma formalidade. Uma conversa rápida pode dizer qual intensidade é segura para você e quais movimentos evitar. O mesmo vale se você está grávida ou se recuperando de uma lesão.

Durante a sessão, dor aguda, aperto no peito, tontura ou sensação de desmaio são sinais para parar na hora. Force o esforço, nunca a dor. E você sempre pode trocar um movimento de impacto (pular, por exemplo) por uma versão mais suave. Marchar no lugar em vez de polichinelos também conta.

O HIIT pode ser uma peça inteligente e eficiente de uma vida equilibrada. Também pode ser deixado de lado completamente em favor de uma boa caminhada longa, e você perderia muito pouco com isso. O melhor treino continua sendo aquele que você tem vontade de fazer, o que te deixa mais firme do que te encontrou.

Fontes

  1. Cleveland Clinic, High-Intensity Interval Training (HIIT): It's for Everyone!
  2. American College of Sports Medicine, High-Intensity Interval Training: For Fitness, for Health or Both?
  3. Mayo Clinic, Sprint, rest, repeat: Exploring the benefits of high-intensity interval training

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